Thursday, March 16, 2006

ESCÁRNIO DA CARNE

(Por: Bárbara)
E o sol refletia vida naquela vulva desejosa de penetração e já não mais tão inocente de Bárbara.
Era sempre assim, quando o telefone tocava, a luz alcançava seu desejo e a voz aveludava-se em sua garganta! Gotas de tesão misturavam-se em sua saliva e Bárbara não continha sua felicidade.
Achava sinceramente que sabia o que era amar sem amarras, naquele momento.
Não sentia obrigação de agradar e nem era inundada de medo ou de angústias por razões totalmente sem sentido.
Sentia-se solta e livre com a liberdade que dava.
E em meio a tantas que ele possuía, ela tinha certeza de que ela é quem era o seu par.
Ao telefone, ele perguntava se tinha acordado bem.
Ah! Como não estar bem depois de ter conhecido o sexo que poucos descobrem.

O sol surgia primaveril e tudo que a cercava lembrava a noite quente que passara.
Não escondia seu olhar fatal e nem seus seios fartos de toques e beijos.
Eles rodopiavam dentro da blusa molhada pelos cabelos lavados de manhã.
Era impossível andar no meio da multidão e olhar os homens e enxergar apenas seus elegantes ternos ou suas gentilezas e galanteios, ou até mesmo, apenas ouvir com civilidade, a conversa agradável.
Não depois de Lestat!
Agora, todos eram alvos de admiração maior que simples conjecturas sociais.
Aprendeu os segredos de fazer um homem mergulhar em prazer puro e profano.
E aprendeu que ser libertina era um dom maior que apenas ter um sexo entre suas pernas e em sua mente.
Era uma arma poderosa e fatal!
Lestat apareceu naquela noite e levou Bárbara para crescer mais um pouquinho.
Desta vez a lição iria deixar marcas Bem Diferentes em Sua Mente – BDSM para gente grande!
Entraram em uma sala à meia luz, em meio a aparelhos estranhos, correntes, cordas, velas de vários tons, principalmente vermelhas.
Ouvia gritos abafados provocados pelo gotejar de cera quente na pele alva e tenra de algumas pessoas que não conseguia ver o rosto.
Roupas de couro, chicotes, pessoas nuas e amordaçadas, a luz fraca piscava quando a corrente elétrica tocava o corpo de um escravo – era assim o nome que se dava há alguns ali presentes.

Algumas pessoas estavam de quatro e com suas bundas empinadas, comendo em tigelas e usando coleiras.
Outros eram pisados por mulheres com salto bem altos e extremamente finos.
Apesar do desdém que os ditos mestres aparentavam, e a humilhação que Bárbara julgava haver para com aqueles que se diziam escravos, a coisa era séria e o cheiro de prazer era alucinante.
Foi uma imagem chocante, mas não podia negar a excitação que teimava em escorrer entre suas pernas.

Percebeu que terminados os “jogos”, a rainha – senhora dos escravos – saía da sala e todos a seguiam, além de escravos e submissos, outros mestres dominadores que já iam negociando empréstimos de seus escravos para maiores diversões.

Bárbara estava chocada e literalmente excitada.
Lestat começou a introduzi-la no meio daquela festa.
Aceitou a um pedido de empréstimo de um dos participantes.
Era um homem maduro e de fina estampa, com os músculos bem talhados.
Seu rosto era comum, mas com uma boca invejável.
Ela não sabia o que poderia acontecer, mas vendo aquela cena, sua garganta secou.
Respirou fundo e foi a luta.
Podem imaginar o que aconteceu...
Não decepcionou seu mestre, se aquele era o jogo, porque não ver como se jogava? Depois escolheria se ainda continuaria a participar.
Mas ela não negava sua estirpe, o que fez foi de dar inveja a qualquer amante desta arte.
O homem começou a dar-lhe ordens.
Ela primeiro fez o que ele queria, tirou a roupa e colocou um cinto de couro cheio de apetrechos que amarravam seus seios deixando-os prontos para serem chupados.
Ele amarrou suas mãos e amordaçou sua boca e chicoteou sua bunda, deixando muitas marcas de prazer, pois a cada lance do chicote, muitos outros mestres a beijavam.
O seu êxtase estava chamando a atenção e a sua volúpia e seus desejos estavam sendo a atração daquela sessão.
Ela pediu mais, para surpresa de Lestat...
Depois de solta ela abriu seu sexo em um movimento de precisão e de quem sabe exatamente o que faz.
Todos naquele momento a julgaram dominadora, pois só de olhar eles podiam sentir sua força e seu cheiro de libido afoito e por demais avassalador.
Foi colocada em todas as posições que todos conheciam e, sua tortura, se assim podia chamar, foram as línguas que pelo seu corpo passavam intrépidas e escandalosamente desbravadoras de alguma sensação de maior prazer.
Bárbara não podia medir sua volúpia e nem isto iria levá-la mais a nenhum lugar melhor do que aquele naquele momento.
Decidiram fornica-la mais e mais e como ela ainda se deliciava, passou a ser submetida a uma chuva de prata estonteante.
Lestat quis participar, pois vê-la daquela forma entregue foi glorioso.
Pediu permissão ao mestre daquele momento e enquanto ele a sugava os seios, ele começou a fazer algo que nunca fizera.
Ah! Ela ficou maluca.
Ele abriu seus lábios e colocou seu clitóris todo para fora, lambeu-o bem lentamente e devagar. Bem devagar e parava; e depois com pausas estratégicas voltava a lambe-lo.
Ela começou a ter espasmos contínuos de prazer.
O ritmo foi aumentando e ela ameaçou gozar e ele mordeu bem lentamente a parte interior de sua vulva.
Ela se assustou e quis sair, ele a segurou fortemente, e mordeu novamente dando lambidas estratégicas em seguida.
Bárbara não sabia se sentia prazer ou gritava... Fez os dois.
E quanto mais ela gemia mais ele repetia a ação, até que ela percebeu que devia liberar-se e deixar acontecer, e começou a sentir o prazer naquela tortura inigualável.
Sentiu um orgasmo que não podia acreditar que existia, pois estava totalmente presa, sendo mordida em um lugar que nunca imaginara dentro de seu sexo, em seus pequenos e grandes lábios que se derretiam de tanta dor e prazer juntos, era sugada freneticamente com uma fúria de deixar qualquer um louco e mesmo assim, o orgasmo vinha presentear-lhe com seguidas sensações de profundo êxtase... dor e prazer.
Ela pediu mais e tudo foi feito novamente, só que desta vez muitos cuidaram dela previamente, deram um banho de língua em seu corpo e deixaram-na molhadinha para a penetração que foi feita por mais de um.
E depois de gozos e espasmos alucinantes, ela deitou-se no chão toda aberta para seu dono: Lestat.
Ele olhou sua criação e sentiu-se irremediavelmente atraído pela sua própria imagem deitada, eram um só naquele momento.
E além de tudo, ela era sua sombra, ele tinha de admitir.
Ele a possuiu como um vulcão em erupção, violento, forte e arrebatador.
Sua larva escorria por entre as pernas arreganhadas de Bárbara.
E naquele momento, ela descobriu para que serviam todos aqueles apetrechos que vira quando chegou, pois Lestat apresentou-a a todos.
Gozou rápido de tanta excitação que guardava...Ah!!! Bárbara sentiu-se plena e totalmente livre...fluiu leve e linda pelos cantos daquela casa.
Lestat prendeu em seu quadril um cinto que cobria seu sexo com o sexo de macho. Ele ajoelhou-se a sua frente, virou-se e abaixou-se, permitindo que bárbara colocasse aquela glande de brinquedo no lugar onde o seu prazer estava escondido. Quando Bárbara forçou a entrada, ele gemeu e ela notou que até os machos se curvam ao extremo desejo.
Lestat gozou e a terra tremeu naquele instante, a lua escureceu e a noite tomou conta daquela casa.
Quando saíram de onde tudo era permitido, sentaram-se num bar chic qualquer, numa rua chic qualquer para comerem qualquer coisa chic, lógico e, falar e falar.
Lestat estava satisfeito.
Ele nunca bebia vinho.
O vermelho que gostava vinha de duas fontes: ou da jugular de uma boa presa ou do sangue que escorre de uma mulher nos dias em que nenhum homem a deseja e elas desejam a todos.
Mas naquela noite ele pediu o vinho do porto mais caro.
Brindou a ela, sensualmente, e como se fosse normal em meio aos que estavam ali, brindou-os abrindo as pernas de Bárbara com suas mãos, enfiando seus dedos em seu sexo, movimentando-os com força e vontade, viu Bárbara enrijecer o corpo de prazer e desejo novamente, contorcendo-se e gozando com mais vontade ainda, pois todos os presentes transformaram-se em voyeur, e era muito excitante.

Concluiu admirado: sim, ela era como ele, sem limites! Falou com uma emoção secular!

Nunca mais ela o veria assim, tão dela. Mas afinal, pensou: até no inferno há algum momento soft !!!